57 Perece o justo, e não ha quem considere n’isso em seu coração, [1] e os homens compassivos são recolhidos, sem que alguem considere que o justo é recolhido antes do mal.

Antes de Christo 698

2 Entrará em paz: descançarão nas suas camas, os que houverem andado na sua rectidão.

3 Porém chegae-vos aqui, [2] vós os filhos da agoureira, semente adulterina, e que commetteis fornicação.

4 De quem fazeis o vosso passatempo? contra quem alargaes a bocca, e deitaes para fóra a lingua? porventura não sois filhos da transgressão, semente da falsidade,

5 Que vos esquentaes com os deuses [3] debaixo de toda a arvore verde, e sacrificaes os filhos nos ribeiros, debaixo dos cantos dos penhascos?

6 Nas pedras lisas dos ribeiros está a tua parte; estas, estas são a tua sorte; a estas tambem derramas a tua libação, e lhes offereces offertas: contentar-me-hia eu d’estas coisas?

7 Sobre [4] os montes altos e levantados pões a tua cama; e lá sobes para sacrificar sacrificios.

8 E detraz das portas e dos umbraes pões os teus memoriaes; porque, desviando-te de mim, a outros te descobres, e sobes, alargas a tua cama, e fazes concerto com alguns d’elles: [5] amas a sua cama, onde quer que a vês.

9 E vaes [6] ao rei com oleo, e multiplicas os teus perfumes; e envias os teus embaixadores para longe, e te abates até [XL] aos infernos.

10 Na tua comprida [7] viagem te cançaste; porém não dizes: É coisa desesperada: o que buscavas achaste; por isso não adoeces.

11 Mas [8] de que tiveste receio, ou a quem temeste? porque mentiste, e não te lembraste de mim, nem no teu coração me pozeste? não é porventura porque eu me calo, e isso já desde muito tempo, e me não temes?

12 Eu publicarei a tua justiça, e as tuas obras, que não te aproveitarão.

13 Quando vieres a clamar, livrem-te os teus congregados; porém o vento a todos levará, e a vaidade os arrebatará: mas o que confia em mim possuirá a terra, e herdará o meu sancto monte.

14 E dir-se-ha: Aplainae, [9] aplainae a estrada, preparae o caminho: tirae os tropeços do caminho do meu povo.

15 Porque assim diz o alto e o sublime, que habita na eternidade, [10] e cujo nome é sancto: Na altura e no logar sancto habito; como tambem com o contrito e abatido de espirito, [11] para vivificar o espirito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos.

16 Porque para sempre não contenderei, nem continuamente me indignarei; porque o espirito perante a minha face [XM] se opprimiria, e as almas que eu fiz.

17 Pela iniquidade da sua avareza [12] me indignei, e os feri: escondi-me, e indignei-me; comtudo, rebeldes, seguiram o caminho do seu coração.

18 Eu vejo os seus caminhos, [13] e os sararei, e os guiarei, e lhes tornarei a dar consolações, a saber, aos seus pranteadores.

19 Eu crio [14] os fructos dos labios: paz, paz, para os que estão longe, e para os que estão perto, diz o Senhor, e eu os sararei.

20 Mas [15] os impios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar, e as suas aguas [XN] lançam de si lama e lodo.

21 Os impios, [16] diz o meu Deus, não teem paz.

[1] Miq. 7.2.

[2] Mat. 16.4.

[3] II Reis 16.4 e 17.10. Jer. 2.20. Lev. 18.21 e 20.2. II Reis 16.3 e 23.10. Jer. 7.31. Eze. 16.20 e 20.26.

[4] Eze. 23.41.

[5] Exo. 19.26, 28 e 23.2, 20.

[6] cap. 30.6. Eze. 16.33 e 23.16.

[7] Jer. 2.25.

[8] cap. 51.12, 13.

[9] cap. 40.3 e 62.10.

[10] Job 6.10. Luc. 1.49. Zac. 2.13. cap. 66.2.

[11] cap. 61.1.

[12] Jer. 6.13 e 5.15. cap. 9.13.

[13] Jer. 3.22. cap. 61.2.

[14] Heb. 13.15. Act. 2.39. Eph. 2.17.

[15] Job 15.20, etc. Pro. 4.16.

[16] cap. 48.22.