317 Em Sauxillanges, e Marzac, duas pequenas cidades de Avergne, a primeira vizinha de Issoire, e a segunda distante de Ambert, quasi duas leguas, e meia, se fazem cadinhos para uso dos ourives; sua figura he conica; onde os ha de todos os tamanhos; a sua principal venda se faz em Leaõ.
318 Os louceiros de Sauxillanges tiraõ seu barro perto de Monge no dominio de Moye; elles naõ cavaõ mais de tres, até quatro pés de fundo; he huma especie de Kaolin misturada com mica, e area grossa de quartz em grande proporçaõ. Lava-se este barro para lhe tirar a area; dilue-se o Kaolin na agua, que vai carregada delle, e a area de quartz fica no fundo dos vasos. O Kaolin se deposita depois nas celhas, aonde se deixa assentar todo o que a agua traz em si.
319 O barro de que se usa em Marzac he da mesma natureza, e se trabalha do mesmo modo, que o de Sauxillanges; tira-se trinta, ou quarenta pés de fundo, perto da povoaçaõ de Espinasse, dependente da freguezia de Marzac. Algumas vezes se mistura o Kaolin com o outro barro argiloso, que se tira em Champetrieres, e Castellet perto de Ambert. Desta mistura resultaõ cadinhos mais proprios para resistir ao fogo, que os primeiros, e nestas vistas he que se cuida muito em cozellos. O barro de Sauxillanges, e de Marzac empregados sem mistura ficaõ bem brancos depois de cozidos.
320 Em S. Junien pequena cidade de Limousin tambem se fazem semelhantes cadinhos destinados para os mesmos vasos, e de hum barro da mesma natureza; tira-se de Malaise vizinha da grande estrada de Limoge para S. Junien, e tambem duas leguas distante desta ultima cidade. Este barro he a base de toda a louça, que se faz em S. Junien para outros usos. Supposto que he muito branco, se coze muito mal, e he sujeito a arrebentar ao fogo.
321 Ha tambem muitas fabricas de louça nas cidades de Duris, de Gandalounia, e Chavagnai em Limousin. O barro, que os oleiros chamaõ neste paiz toupiniers, he huma especie de Kaolin, pouco ductil; mas o que merece attençaõ he a composiçaõ do seu verniz. Mas para o fazer se servem da mina do chumbo de Glanges, que elles calcinaõ, e lhe ajuntaõ por fundentes quartz branco da area, de que se servem os nossos louceiros. Para reduzir este quartz a pó com facilidade, o põe vermelho ao fogo, e neste estado o lançaõ em agua fria; a subita passagem do quente ao frio reduz a pó esta pedra: depois a misturaõ com cal de chumbo, e livigaõ estas duas substancias juntas, em huma mó.
FIM.
[1] Alguns chamaõ argilla a huma terra vermelha, gorda, muito cheia de arêa, de que usaõ para os fornos, e por isso em Pariz a chamaõ barro de fornos: este barro vem unido com arêa ferruginosa; porém na verdade argilla, e barro, saõ dous termos synonimos.
[2] Estes trabalhos consistem em differentes lavagens que naõ podem servir para as louças communs por serem muito baratas.
[3] Ha poucas argillas puras, pela maior parte trazem diversas uniões. Destinguem-se muitas especies 1º. argilla branca em Alemanha Weisser thon. Esta he a mais pura, e mais propria para as obras de louça, tambem serve para pitos, de que fallarei em outra parte. Conserva a côr branca no fogo, vitrifica-se com difficuldade, endurece a ponto de dar faiscas de fogo. 2º. A argilla cinzenta em Alemanha Schwarzgrauer thon menos pura que a primeira, e por isso naõ he taõ propria para a louça fina, e só serve para a grossa. 3º. A argilla negra, que toma esta côr dos mineraes, de que está carregada, bem lavada e preparada póde servir para louça. 4º. A argilla azulada he a mais commum de todas, della se fazem tijollos, e telha. 5º. A argilla vermelha escura he a mais fussivel de todas; serve para cobrir as outras obras inferiores. Ella tem muita impureza, e por isso se passa por peneira antes de a pôr em obra. 6º. A argilla amarella tirando a preto, he magra misturada com arêa; serve para pratos grossos, e tigéllas, e outras obras que naõ vaõ ao fogo: os Alemães a chamaõ Schulf. 7º. Argilla esponjoza, que se naõ póde trabalhar na roda, he preciso trabalha-la quasi secca. 8º. A argilla cinzenta de fazer bilhas como as que vem de Normandia.
[4] Para ter conhecimento exacto da natureza destes barros, se deve consultar Vallerio, M. Pott, e o Diccionario de Chymica de Maquer.
[5] A mica he huma especie de pedra folhada, brilhante refractaria: ha de muitas especies. Apparecem arêas, com mica, ou malacaxeta, cheias de muitas partes brilhantes. As partes brilhantes da mica se asemelhaõ ao talco.
[6] Os pyritis saõ mineraes que se assemelhaõ a pedaços de mina por seu pezo, e côr resplandecente; e com effeito contém alguma especie metálica; porém raras vezes, e em pouca quantidade; e tem muito enxofre, e arsenico.
[7] Terras calcareas saõ aquellas, que expostas a hum sufficiente gráo de fogo adquirem todos os caracteres de cal viva.
[8] A arêa para os tijollos deve ser mais grossa, e sem mistura de terra; a que se lança na agua, e naõ a tolda he a melhor; a dos montes he preferivel á dos rios; se esta estiver carregada de pedra.
[9] Molde: os louceiros chamaõ assim hum caixilho de madeira, em que elles formaõ os ladrilhos, e tambem, cavados em gesso, que servem para fazer com o barro differentes ornatos. 38 est. I, fig. 5.
[10] Comparando todos os fornos, conhecidos em França, Suissa, Alemanha, e Hollanda os mais engenhosos para a economia da lenha, e perfeiçaõ de cozer saõ os de Suecia descriptos por Wynblad em huma Memoria que vem no Tom. IV. da Arte de telheiro desta obra pag. 112 §. 485.
[11] Lingueta, he a separaçaõ dos ladrilhos, que termina alguns fornos de louça, por baixo da qual estaõ as aberturas, chamadas creneaux 49, 52, 130.
[12] Crenaux, he a abertura, que se faz no forno, ou para dar huma communicaçaõ ao ar quente, ou para escapar a fumaça 50, 134.
[13] Fausse-tire, he a separaçaõ da abertura, que formaõ os ladrilhos, separando a fornalha do corpo do forno. 50.
[14] Entende-se aqui por tempêra aquelle pequeno calor, que se chega á louça 36 horas primeiro a esquentalla só para depois lhe chegar fogo forte.
[15] Chasse; grande fogo de chama, que se faz no fim do cozimento com feiches de lenha, ou madeira rachada. 53.
[16] Gâchis especie de argamassa, ou mistura de huma porçaõ de gesso em pó com argamassa de cal, e arêa. 62.
[17] Com ladrilhos de duas côres só assentados com differentes posições, se podem formar muitas vistas agradaveis, o Author assevéra que se podem fazer até 86 variedades.
[18] Voguer amassar á maõ.
[19] O forno dos oleiros Alemães he muito simples; he quadrilongo, de hum comprimento proporcionado a força de cada fabrica, da altura de hum homem pouco mais, ou menos. A parte superior tem a figura de hum ovo, ou he chata, e baixa compõe-se de terra gorda, e de palha picada para conservar o calor. O interior, se faz de tijolos, e com abobada, as paredes de huma parte, e outra devem ser fortes.
[20] Os oleiros Alemães para as suas obras communs se servem só do lithargirio, a que chamaõ Glatte, Silberglatte. Piza-se, passa-se por huma peneira, e liviga-se sobre huma pedra. Para que o lithargirio naõ corra muito, se lhe ajunta huma igual quantidade de area branca, e fina. Esta mistura se põe liquida ao dezejo de cada hum; lança-se huma quantidade sufficiente no vaso, que se quer envernizar, e que já está cozido, move-se e se despeja aquella quantidade, que sobra, e já naõ pega. Passado hum quarto de hora, já se póde levar o vaso para cozer o verniz. O vaso com o verniz deve estar no forno 16. ou 18. horas. Se o verniz, naõ foi bem livigado, fica desigual, e cheio de graõs.
[21] Querendo-se que o esmalte seja branco, misturaõ-se cinco partes de estanho com vinte de chumbo; fazem-se calcinar em hum vaso de barro no forno de calcinaçaõ. A fornalha se deve esquentar algumas horas antes de se lançar nella o chumbo, e a chama deve sempre dar sobre o chumbo, para isto deve ser o forno de reverbéro. Deve-se mover o metal com huma espatula de ferro até elle se reduzir em cinzas. Entaõ se lança o estanho, e se move do mesmo modo, até que este tambem se converta em cinzas. Augmenta-se o fogo, até que as cinzas estejaõ abrazadas; entaõ se diminue o fogo, e se deixaõ esfriar, movendo-as sempre com a espatula. Misturaõ-se estas cinzas com igual porçaõ de sal, e de area; põe-se tudo em hum vaso descoberto, e se põe nesta segunda calcinaçaõ todo o sal se evapora, a materia contida no vaso se abate, e o peso diminue; porém o sal só se ajunta para facilitar a fusaõ. Piza-se a materia calcinada em hum gral de ferro, e se liviga cuidadozamente em huma pedra, com huma quantidade de agua sufficiente, para a tornar de huma consistencia liquida. Cahindo sobre o verniz qualquer bocado de gordura, por pouca que seja, desmancha todo o trabalho, porque os metaes tornaõ a tomar sua primeira fórma, e o verniz desaparece de cima dos vasos, em que se tinha applicado. O pó, cahindo sobre o verniz, faz no esmalte huns pequenos buracos.
[22] O quartz, he huma pedra dura, côr de leite, meia transparente, e vitrificavel, que se acha em muitos lugares, especialmente nas minas. Ainda que o quartz se vitrifica, quando se mistura com huma argilla vitrificavel, ou chumbo; com tudo por inadvertencia se inculcou esta substancia; he melhor substituir o spath, fusivel que se vitrifica mais facilmente.
[23] Frittar, he calcinar a materia do vidro, para separar della todos os corpos gordos, que dariaõ alguma côr suja ao vidro.
[24] Naõ ha aqui país algum, em que se naõ faça louça para o uso dos seus habitantes: ellas saõ mais, ou menos perfeitas segundo a qualidade dos barros; mas todas se fazem sobre os principios já explicados. Hum observador attento podera contribuir a aperfeiçoar esta arte no lugar, que habita, applicando-se a examinar as differentes qualidades de barro, suas composições, e suas misturas.
[25] As operações Chimicas naõ se podem fazer, senaõ em cadinhos cozidos para poderem resistir a acçaõ dos dissolventes Chimicos, e a hum calor muito forte. Os de argilla boa tem o inconveniente de quebrar, passando do quente para o frio. Foi preciso procurar-se misturas, que os fizessem soffrer estas variações, e ao mesmo tempo conter os metaes derretidos por hum grande espaço. Os melhores cadinhos vem de Hessa. Veja-se Arte de Porcelana.
Diz Mr. Pott que estes cadinhos se fazem com huma boa argilla refractaria, misturada com duas partes de area de mediana grossura, separando-se a mais fina por hum crivo. Esta mistura emmagrece o barro, e naõ o deixa encolher, nem rachar, nem fazer-se muito compacto, sendo cozido; A area deve ser de huma grossura mediana, sendo fina, os cadinhos se quebraõ. Mr. Pott diz mais que os cadinhos destinados para fundiçaõ de vidros, naõ devem levar area grossa, nem calháos, ou outras materias semelhantes, que saõ sujeitas a derreter-se. Para evitar isto, se ajunta a argilla o pó da mesma argilla cozida, e pizada grossa; a mistura se faz com partes iguaes, ou duas desta argilla cozida; duas, e meia, e ainda tres, e huma só da argilla nova, quanto melhor he esta tanta maior porçaõ admittem da outra cozida; e deste modo se fazem os grandes cadinhos para as fabricas de vidros. Mr. Pott fez hum grande numero de experiencias a este respeito: elle misturou a argilla com as caes metallicas, ossos calcinados, pedras calcares, talco, amianto, pedra pomes, esmeril, e muitos outros, e de todas estas experiencias naõ lhe resultou hum cadinho sem defeito em todas as vistas. Com tudo parece, que se poderiaõ fazer cadinhos melhores do que todos os conhecidos. Para isto se precisaria ter huma boa argilla bem refractaria, isenta de materias piritosas, e ainda de barros ferruginosos; este deveria ser lavado com cuidado para separar-lhe a area, e depois misturallo com duas, ou tres partes de argilla cozida, e pizada grosseiramente. Os cadinhos formados em moldes deveriaõ ser cozidos em hum fogo muito forte.
Figura 1. B, tonel, em que está a agua, para cortar o barro, e o diluir, a estampa A, o barro C, que se corta, o instrumento D, que serve para cortar este barro.
Figura 2. D, instrumento, com que se corta o barro.
Figura 3. H, molde para fazer tijolos de seis faces G, fig. 5.
Figura 4. meza para moldar, ab, sustida pelos pés ee, g, urquain, que he huma pedra dura, sobre que se põem o molde dd, e, vaso cheio de agua, f, plano, k, obras postas humas sobre as outras, h, barro amassado para encher o molde, i, monte de area para se espalhar sobre o urquain.
Figura 5. na vinheta, monte de barro prestes para se trabalhar.
Figura 6. cutelo curvo para cercear os tijolos.
Figuras 7. 8. e 9. representaõ o forno, de que se servem quasi todos os oleiros, maiormente para cozer os tijolos.
Figura 7. representa o plano do forno ao nivel do terreno. A, entrada da fornalha. AB, onde se faz o fogo, como se mostra pelas mesmas letras fig. 8. K, I, separações dos ladrilhos, entre os quaes ha espaços vasios, para que o ar quente se communique ao forno. Esta separaçaõ, que divide a fornalha do interior do forno, se chama la-fausse-tire. F, hum vaõ, ou buraco da porta, chamado tetin. Por este lugar se entra no forno para lhe arranjar a louça: e em estando cheio, se fecha este tetin com hum muro de tijolos, a que chamaõ la Languete, em baixo desta, ha duas portas, ou aberturas L, fig. 8. que se chama creneaux, ou, como dizem os Louceiros carneaux: por estas aberturas passa a fumaça para o tubo do chaminé CD, fig. 8. que representa a vista do forno pela longitude. AB, he a fornalha: KL, assoalho do forno. Vê-se acima do K, la fausse-tire. A, E, M, he a abobada do forno; em LM, está a lingueta, abaixo de C, os creneaux, e CD, tubo da chaminé para descarga da fumaça. Vê-se em a, os tijolos da fornalha postos em carreira, para sustentar os tijolos, de que se enche o forno.
Figura 9. he huma vista do mesmo forno transversal pela linha GH, da fig. 7. por baixo em AB, estaõ tijolos de assoalhar, ou vasilhas de commodidades, sobre que se arranjaõ as louças, com que se enche o forno.
Figura 10. T, caldeirinha quadrada, feita a maõ, e sobre a meza de aperfeiçoar.
Figura 11. alguidar, ou gamela commum de louça.
Figura 12. especie de fogareiro chamado toupine.
Figura 13. escalfador.
Figura 14. pequena cassarola.
Figura 15. roda dos oleiros vista em golpe.
Figura 16. roda dos Oleiros, vista de perfil.
Fig. 17. roda dos Oleiros, vista em plano aa, meio da roda ff, arvore da roda, que víra em huma peça de madeira, que se acha acima de g, a qual se conserva segura pela cruz hh, e as prisões ii, acima do meio aa, está o prato bb, em que anda a obra cc, que se trabalha. Os raios da roda se assignalaõ em dd, e as peças da roda volteadas em ee, K, as taboletas sobre que se põem as louças n, que se querem trabalhar sustentadas tambem como o assento l, que he inclinado pelos montantes pp. Avista-se pela parte de dentro as peças entalhadas, que servem de assento ao trabalhador.
Figura 18. A, trabalhador que faz hum vaso na roda de fazer louça fina.
Figura 19. hum mealheiro, que tambem bem chamaõ cache-maille.
Figura 20. A, B, C, D, E, serve para fazer ver como se fazem ao torno as vasilhas para as decentes commodidades, como estes potes se ajustaõ huns com os outros pelas bocas, como se fazem os potes de duas bocas E, C.
Figura 21. A, modo de fazer hum vaso com o calibre. O vaso está firme, o calibre he que víra.
Figura 22. d, cadinho com o molde c, sobre que o fazem.
Figura 1. 7. tournassin, ou tournassir, serve para aperfeiçoar o fundo dos potes, que se fizeraõ ao torno. Este instrumento he de ferro, que se tem de differentes tamanhos, e de diversas fórmas.
Figura 2. vaso de greda de Picardia, mais delgado, do que os jarros cobre-se por fóra do vime para se preservar. Os que receiaõ da agua, que se guardou em vasos de metal, mandaõ pôr em baixo hum registo, ou chave, de que se servem, como de huma fonte de cobre. Querendo-se que este fique proprio para clarificar a agua, põem-se-lhe placas de estanho, que descançaõ em aneis salientes pela parte de dentro, que o Oleiro faz em lugares assignalados pelas linhas de pontuaçaõ a, e b. He ainda melhor substituir as placas de estanho com testos de greda quasi semelhantes a de M, proporcionando o seu tamanho, ao diametro interior do vaso, e se põem area entre estes dous testos.
Figura 3. vaso grande de barro, chamado pounes, do qual se servem para salgar as carnes, para fazer as pequenas lexivias, e para conservar, nos jardins, agua, que se destina para os regamentos. Faz-se em hum torno EFG, que se assemelha a huma lanterna de moinho. IKL, he o seu eixo que se firma na terra, e u, faz andar á roda brandamente a lanterna EF, e a proporçaõ que vai virando se fórma o vaso, accrescentando rolos de barro huns sobre outros, que se une com huma peça, chamada atelle.
Figura 4. na vinheta, obreiro, que imprime na roda hum movimento circular com huma vara, ou páo a, chamado tourneire, este obreiro se assenta no assento inclinado l, e põem os pés nos entalhes m.
Figura 5. obreiro, que imprimindo muito movimento na sua roda, faz entre as suas maõs hum jarro.
Figura 6. garrafa, ou redoma de greda, cujo bojo se faz ao torno.
Figura 7. louças, que se seccaõ arranjadas no recebedor.
Figura 8. obreiro, que aperfeiçoa os potes na meza de os preparar.
Figura 9. monte de barro preto para o trabalho.
Figura 10. candieiro de barro, quasi totalmente feito ao torno.
Figura 11. G, vista de hum moinho, para moer o verniz.
Figura 12. H, mó do mesmo moinho.
Figura 13. E, tijolo de barro para cadinhos, volteado para ficarem fixas as fornalhas.
Figura 14. G, caixilho para moldar tijolos, o qual se faz de differentes tamanhos, e diversas figuras, como quadrados, e curvos.
Figura 15. fornete de cadinhos.
Figura 16. fornete de fusaõ, em que se deve animar o fogo com folles.
Figura 17. pequeno athanor, ou fornete de digestaõ. Tem em d, hum reservatorio de carvaõ, que faz poder-se conservar por muito tempo hum fogo brando, sem se precisar lançar-lhe continuamente o carvaõ.
Nesta Estampa se representa hum forno, de que usaõ muitos Oleiros, mui parecido com os fornos das louças finas.
Figura 1. mostra o exterior do forno. A, a boca da fornalha: deve-se descer por hum fosso para se lhe introduzir a lenha. LM, o tetin, ou abertura, pela qual se entra por baixo na camara para se pôrem os potes. A parede que fecha esta abertura, estando a camara cheia, naõ se dilata até o alto da abertura, por este lugar sahe a fumaça recebida no cabaz, e tubo. N, se sobe para a camara superior pela escada P, e a fumaça escapa pelas aberturas K. O tetin, para pôr a obra nesta camara, está no alto da escada P.
Figura 3. he a fornalha, em que se mette a lenha: sua boca he em A.