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Rita
Farinha (Março 2010)
OS FACTOS
POR
J. G. DE BARROS E CUNHA
deputado,
pelo
circulo de villa
franca, ás cortes
da nação portugueza
LISBOA
TYPOGRAPHIA UNIVERSAL
de thomaz quintino antunes,
impressor da casa real
Rua dos Calafates, 110
1870
Vox in Rama audita est, ploratus; et
ululatus multus;
Rachel plorans filios suos, et noluit consolari, quia non
sund.
Evan. Sec. Matth. Cap. II.
Custou a liberdade muitos sacrificios para se estabelecer em
Portugal.
A luta contra a influencia feudal, contra o dominio do clero,
do poder absoluto dos reis, não se manteve senão
a preço de
muito dinheiro e de muito sangue.
De 1820 a 1851 a fortuna publica foi sacrificada para se tratar
exclusivamente da conquista das garantias politicas.
A transacção entre os partidarios da
constituição popular, e os
advogados da concessão autocratica dos direitos civis e
politicos
outorgados em 1826, tentada em 1838, só poude realisar-se
em 1852.
De então até ao dia fatal de 19 de maio de 1870
ninguem tratou
mais do que de reparar os damnos, produzidos pelo embate
das paixões, e de apressar a marcha do paiz na senda do
trabalho,
do progresso e da civilisação.
Bem ou mal, á tyrannia e á força,
tinha succedido a luta
generosa das paixões, e á luta das
paixões o governo da opinião.
Acceitámos a Carta, que a realesa nos impozera como garantia
para os reis, pelo acto addicional, que votámos em
côrtes e,
acceitamol-a, porque nos era sufficiente a
collaboração do parlamento
na ractificação de uma alliança
sincera entre o povo e a
monarchia.
Fez-se n'este intervallo uma grande reforma economica, financeira
e politica; a maior depois da queda da
inquisição, a mais
util depois da extincção dos frades e dos dizimos.
Desvinculou-se a terra!
O que seria annos antes uma revolução
sanguinolenta, fel-o a
luz pura da liberdade, radiando sobre a imprensa, e o parlamento
no campo neutro e legal da discussão.
Aboliram-se privilegios numerosos:
A reclamação do povo ácerca da
reducção das despezas passou,
á força de ser advogada e discutida, a constituir
principio
invariavel de administração.
A grande base de mais sinceras reformas administrativas, e de
educação constitucional tinha já sido
acceitada pelos governos dos
ultimos tempos na reforma dos serviços pela
descentralisação.
A forma do imposto debatia-se.
Elementos de toda a ordem se agrupavam e os estudos mais
conscienciosos eram a base de todos os trabalhos, que se apresentavam
á representação nacional para ella
votar leis, que tornassem
os sacrificios de todos mais faceis por uma divisão mais
justa e mais productiva.
Alargou-se a instrucção.
Tratava-se de abrir consumo ao principal artigo, que o continente
produz—
o vinho.
A sorte de Portugal principiava a interessar a Europa, que
vira admirada de que maneira luctavamos para salvar a nossa
terra da ruina, a que as nossas luctas politicas, os erros
administrativos
e (duro é dizel-o) a temeridade financeira dos seus ultimos
ministros a tinham aproximado.
Só a quem sinceramente se dedicava a esta obra, pode em todo
o rigor revellar-se a magnitude e difficuldade d'ella; e a anciedade
pelos seus resultados, só podia augmentar-se, pela mais
louca e pela mais criminosa de todas as violencias.
Direi ao paiz, na linguagem em que estas verdades se dizem,
qual era o seu deploravel estado no momento em que fui mandado
advogar e defender os seus interesses.
Tomando o periodo de 30 de junho de 1855 até 30 de outubro
de 1869, data do ultimo emprestimo, conhecerá o povo de
que modo successivos emprestimos, auctorisados e não
auctorisados,
teem levantado a divida fundada de 20 milhões de £
a perto
de 60, que tanto é o que demonstra o mappa junto.
Tambem se verá de como os seus encargos ascenderam de
£ 622:000, que tanto era em 1855, a £ 1.801:000,
que ficou
sendo em 30 de outubro de 1869.
O mesmo mappa lhe diz de que modo esses encargos subiram
anno por anno, sendo o ultimo para resgatar a divida fluctuante
de £ 360:000, mais de metade da dotação
total da divida publica
em 1855.
De como tem augmentado a divida publica
|
|
|
Capital |
Juros |
|
| Junho 30 |
— |
1855 |
£ 20.736:000 |
622:000 |
|
| » |
|
1856 |
20.974:000 |
629:000 |
£ 7:000 |
| » |
|
1857 |
22.215:000 |
666:000 |
37:000 |
| » |
|
1858 |
24.165:000 |
725:000 |
59:000 |
| » |
|
1859 |
25.588:000 |
767:000 |
42:000 |
| » |
|
1860 |
27.834:000 |
835:000 |
68:000 |
| » |
|
1861 |
29.117:000 |
875:000 |
40:000 |
| » |
|
1862 |
33.300:000 |
999:000 |
124:000 |
| » |
|
1863 |
38.928:000 |
1.168:000 |
169:000 |
| » |
|
1864 |
41.207:000 |
1.236:000 |
68:000 |
| » |
|
1865 |
42.454:000 |
1.262:000 |
26:000 |
| » |
|
1866 |
43.255:000 |
1.297:000 |
35:000 |
| » |
|
1867 |
47.333:000 |
1.441:000 |
144:080 |
| Outub. 30 |
— |
1869 |
59.333:000 |
1.801:000 |
360:000 |
|
|
|
|
|
|
| 13 |
anos |
Augmentou o encargo |
£
1.089:000 |
Comparando ainda, no mesmo periodo, a receita e despeza, em
concorrencia com a divida publica fundada de Portugal comparada
com as de todas as nações da Europa,
demonstra-se, que as dividas
de Inglaterra, da Grecia e da Netherlands são eguaes a dez
vezes a
receita publica, tendo a Inglaterra saldo positivo muito importante
e as outras, receita egual á despeza, emquanto Portugal tem
uma
divida egual a quinze vezes a sua receita, com um
deficit egual
á terça parte da receita cobravel, o que se
demonstra no seguinte
mappa.
Receita, despeza e divida publica dos Receita, despeza e
divida publica
dos principaes
estados da Europa
1869
|
Receita |
Despeza |
Divida
Pública |
Quantos
annos de receita
representa a divida |
| Austria, Cisleithania |
£
29.628:417 |
£
29.932:667 |
£210.686:290 |
7 |
|
| Austria, Transleithania |
12.924:059 |
15.403:859 |
96.294:823 |
5 |
|
| Belgica |
7.061:000 |
7.059:127 |
27.360:960 |
4 |
|
| Dinamarca |
2.554:126 |
2.533:630 |
13.239:872 |
5 |
|
| França |
85.148:872 |
85.133:626 |
553.268:928 |
6 |
1⁄2 |
| Prussia |
25.130:477 |
25.130:477 |
65.186:368 |
2 |
1⁄2 |
| Saxonia |
2.005:659 |
2.005:659 |
11.289:609 |
5 |
1⁄2 |
| Bavaria |
4.875:715 |
4.875:715 |
29.669:267 |
6 |
|
| Wurtemberg |
1.790:151 |
1.790:151 |
10.571:706 |
6 |
|
| Inglaterra |
72.591:991 |
75.497:816 |
749.314:132 |
10 |
|
| Grecia |
1.196:714 |
1.619:575 |
12.035:000 |
10 |
|
| Italia |
31.155:521 |
39.918:618 |
251.000:000 |
8 |
|
| Netherlands |
8.069:719 |
8.060:585 |
80.642:409 |
10 |
|
| Portugal |
3.757:808 |
5.120:836 |
59.330:000 |
15 |
|
| Russia |
66.038:278 |
66.038:278 |
240.110:000 |
4 |
|
| Hespanha |
25.846:747 |
26.564:768 |
225.093:091 |
9 |
|
| Suecia |
2.311:682 |
2.427:722 |
6.063:791 |
2 |
1⁄2 |
| Norwega |
1.116:220 |
1.116:220 |
674:900 |
|
1⁄2 |
| Switzerland |
854:505 |
813:743 |
611:797 |
|
1⁄2 |
| Turquia |
14.500:000 |
17.000:000 |
88.413:363 |
6 |
|
Se esta eloquente voz dos dados estatisticos faz impressão
dolorosa
no animo menos previdente, essa impressão seria sem duvida
modificada vendo crescer ao lado de encargos tam pesados
a fonte de nova riqueza, fomentada pelo emprego das sommas
que, dos emprestimos, deviam applicar-se, e se applicaram, aos
melhoramentos de que devia approveitar a fortuna publica.
Não succede porém assim e a somma da nossa
exportação é
quasi estacionaria, senão decrescente, emquanto as outras
nações
constantemente addicionam á sua fortuna milhões e
milhões
de libras, producto da boa applicação do seu
credito e do juizo
com que se prestam a fazerem sacrificios para o sustentarem.
Tambem os mappas officiaes nacionaes e estrangeiros nos revelam
qual é o estado do nosso commercio.
Eis como elles fallam:
Total da exportação
| 1854 |
|
Réis |
10.469:983$000 |
| 1855 |
|
» |
9.763:390$500 |
| 1856 |
|
» |
12.066:133$100 |
| 1861 |
|
» |
10.540:746$200 |
| 1865 |
|
» |
12.061:614$500 |
| 1866 |
|
» |
12.816:264$200 |
| 1867 |
|
» |
11.806:754$900 |
| 1868 |
|
» |
12.140:761$800 |
Se ainda quizermos comparar o progresso do nosso commercio,
com a nação com a qual a natureza tornou mais
necessarias as
trocas dos nossos productos, achamos a mesma
revelação melancolica
de um estado morbido em uma d'ellas, e não é de
certo
a Inglaterra que accusa essa morbidez, no largo desinvolvimento
que a sua riqueza tem tido, nem no phrenesi com que tem libertado
de direitos todos os artigos necessarios á vida do povo
inglez.
Eis o que diz o mappa da nossa importação e
exportação com
o Reino Unido.
| Continente |
Açores e
Madeira |
Total |
| 1854 |
{ |
Importação |
|
£
1.519:600 |
£
128:855 |
£ 1.648:455 |
| { |
Exportação |
|
2.101:126 |
373:707 |
2.474:833 |
| 1855 |
{ |
Importação |
|
1.533:371 |
132:588 |
1.665:959 |
| { |
Exportação |
|
1.962:044 |
331:449 |
2.293:493 |
| 1856 |
{ |
Importação |
|
1.889:224 |
94:654 |
1.983:878 |
| { |
Exportação |
|
2.164:090 |
266:228 |
2.430:318 |
| 1857 |
{ |
Importação |
|
1.779:861 |
123:034 |
1.902:895 |
| { |
Exportação |
|
2.148:723 |
289:487 |
2.438:210 |
| 1858 |
{ |
Importação |
|
1.669:910 |
134:541 |
1.804:451 |
| { |
Exportação |
|
1.079:775 |
337:237 |
1.417:012 |
| 1859 |
{ |
Importação |
|
1.671:072 |
106:100 |
1.777:172 |
| { |
Exportação |
|
1.510:740 |
285:457 |
1.796:197 |
| 1860 |
{ |
Importação |
|
2.041:236 |
167:387 |
2.208:623 |
| { |
Exportação |
|
1.880:149 |
398:633 |
2.278:782 |
| 1861 |
{ |
Importação |
|
2.356:105 |
164:623 |
2.520:728 |
| { |
Exportação |
|
1.962:899 |
434:524 |
2.397:423 |
| 1862 |
{ |
Importação |
|
1.888:225 |
159:887 |
2.048:112 |
| { |
Exportação |
|
2.040:396 |
363:816 |
2.404:212 |
| 1863 |
{ |
Importação |
|
2.658:268 |
£
169:467 |
£
2.827:735 |
| { |
Exportação |
|
2.333:809 |
338:923 |
2.672:732 |
| 1864 |
{ |
Importação |
|
2.475:354 |
205:941 |
2.681:295 |
| { |
Exportação |
|
2.202:506 |
359:313 |
2.561:819 |
| 1865 |
{ |
Importação |
|
2.550:853 |
163:248 |
2.714:091 |
| { |
Exportação |
|
2.471:801 |
378:483 |
2.850:234 |
| 1866 |
{ |
Importação |
|
2.369:600 |
226:929 |
2.595:529 |
| { |
Exportação |
|
2.517:828 |
400:601 |
2.918:429 |
| 1867 |
{ |
Importação |
|
2.119:875 |
196:473 |
2.316:348 |
| { |
Exportação |
|
2.324:241 |
375:647 |
2.699:888 |
| 1868 |
{ |
Importação |
|
2.317:007 |
296:436 |
2.613:443 |
| { |
Exportação |
|
2.252:858 |
458:161 |
2.711:019 |
Postas assim as causas geraes de uma grande crise financeira,
revelado um perigo imminente para todos quantos hoje dependem
da manutenção do credito publico;
ameaçada a nacionalidade
pelas causas que imperam na geral inquietação da
Europa, a
attenção do povo era chamada para a
resolução d'este problema
de que pendia o seu futuro.
A divida fluctuante externa foi o primeiro ponto para o qual
a solicitude do ministro da fazenda se dirigiu.
Eis qual era o seu estado.
Mappa da divida fluctuante em 30 de abril de 1869
(Diario da camara, sessão
de 3 de junho, pag. 238)
Société
générale de Paris
| Capital |
900:000$000 |
|
|
| Juros, 6 mezes (5 de maio a 5 de
novembro |
27:000$000 |
|
|
| Commissão (6% por
renovação,
supp.do só
uma |
54:000$000 |
|
|
|
|
981:000$000 |
|
|
|
|
15% |
J. J. Macksensie
| Capital |
90:000$000 |
|
|
| Juro 18% (6
mezes) |
8:100$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
98:100$000 |
|
|
|
|
18% |
Fruhling & Goschen
| Capital |
81:000$000 |
|
|
| Juro 10%, 5 mezes (31 de maio
a 31 de
outubro) |
3:361$500 |
|
|
| Corretagem (1⁄4
por
mez |
1:012$500 |
|
|
|
|
85:374$000 |
|
|
|
|
12 1⁄4% |
C. de Murrieta & C.a
| Capital |
90:000$000 |
|
|
| Juro 8%, 5 mezes (1 de junho a
1 de
novembro) |
2:970$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
92:970$000 |
|
|
|
|
8% |
Crédit Lyonnais de Paris
| Capital |
450:000$000 |
|
|
| Juros 6%, 5 mezes (2 de junho
a 2 de
novembro) |
11:250$000 |
|
|
| Commissão 8% (450:000$000
x 8% supp.do só 1
reforma) |
36:000$000
|
|
|
|
|
497:250$000 |
|
G. & A. Worms
| Capital |
45:000$000 |
|
|
| Juros 8% 5 mezes (3 de junho a
3 de
novembro) |
1:485$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
46:485$000 |
|
|
|
|
8% |
Pinto Leite & Sobrinhos
| Capital |
45:000$000 |
|
|
| Juros 8%, 5 mezes (3 de junho a
3 de
novembro) |
1:485$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
46:485$000 |
|
|
|
|
8% |
C. de Murrieta & C.a
| Capital |
45:000$000
|
|
|
| Juros 8%, 5 mezes (4 de junho a
4 de
novembro) |
1:485$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
46:485$000 |
|
|
|
|
8% |
Société
générale de Paris
| Capital |
900:000$000 |
|
|
| Juros 6%, 5 mezes (4 de junho
a 4 de
novembro) |
22:500$000 |
|
|
| Commissão (6% = 900:000$000
x 6%)
= |
54:000$000 |
|
|
|
|
976:500$000 |
|
|
|
|
22 2⁄5 |
J. F. Hillel
| Capital |
360:000$000 |
|
|
| Juros 9%, 5 mezes (6 de junho
a 6 de
novembro) |
13:500$000
|
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
373:500$000 |
|
|
|
|
7% |
Stern Brothers
| Capital |
472:500$000 |
|
|
| Juros 12 1⁄2%,
5 mezes (9 de junho
a 9 de
novembro) |
24:570$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
497:070$000 |
|
|
|
|
12 1⁄2% |
Société
générale de Paris
| Capital |
180:000$000 |
|
|
| Juros 6%, 5 mezes (10 de junho
a 10 de
novembro) |
4:500$000 |
|
|
| Commissão 6% (180:000$000 x
6%)
= |
10:800$000 |
|
|
|
|
185:300$000 |
|
|
|
|
22 2⁄5 |
Beer & C.a
| Capital |
45:000$000 |
|
|
| Juros 17%, 5 mezes (13 de junho
a 13 de
novembro) |
3:150$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
48:150$000 |
|
|
|
|
17% |
Fruhling & C.a
| Capital |
2.327:580$000 |
|
|
| Juros 10%, 3 1⁄2
mezes (15 de junho
a 1 de
outubro) |
67:499$820 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
2.395:079$820 |
|
|
|
|
10% |
E. Erlanger e Th. da Chambre &
C.ie
| Capital |
450:000$000 |
|
|
| Juros 15%, 4 mezes (17 de junho
a 17 de
outubro) |
22:500$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
472:500$000 |
|
|
|
|
15% |
Beer & C.a
| Capital |
72:000$000 |
|
|
| Juros 17 %, 4 mezes (18 de junho
a 18 de
outubro) |
4:032$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
76:032$000 |
|
|
|
|
17% |
Stern Brothers
| Capital |
351:000$000 |
|
|
| Juros 12 1⁄2%,
4 mezes (30 de
junho a 30 de
outubro |
14:601$600 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
365:601$600 |
|
|
|
|
12 1⁄2% |
Charles Morrison
| Capital |
112:500$000 |
|
|
| Juros 12 1⁄2%,
4 mezes (2 de julho
a 2 de
novembro) |
4:680$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
117:180$000 |
|
|
|
|
12 1⁄2% |
J. F. Hillel
| Capital |
45:000$000 |
|
|
| Juros 12 1⁄2%,
4 mezes (5 de julho
a 5 de
novembro) |
1:872$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
46:872$000 |
|
|
|
|
12 1⁄2% |
Fruhling & Goschen
| Capital |
193:500$000 |
|
|
| Juros 10%, 2 1⁄2
mezes (17 de
agosto a 1 de
novembro) |
4:005$450 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
197:505$450 |
|
|
|
|
10% |
Charles Morrison
| Capital |
112:500$000 |
|
|
| Juros 12 1⁄2%,
1 mez (2 de outubro
a 2 de
novembro) |
1:170$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
113:670$000 |
|
|
|
|
12 1⁄2% |
Operações de saques sobre a
agencia
| Saque em 4 de
maio |
110:400$000 |
|
|
| Juros 10%, 6 mezes (4 de maio
a 4 de
novembro |
5:520$000 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
115:920$000 |
|
| Saque em 13 de
maio |
75:800$000 |
|
|
| Juros 10%,
5 1⁄2
mezes (13 de maio
a 1 de
novembro |
3:456$480 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
79:256$480 |
|
| Saque em 13 de
julho |
27:941$405 |
|
|
| Juros 10%, 3 1⁄2
mezes (13 de julho
a 1 de
novembro |
810$300 |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
28:751$705 |
|
| Saque em 2 de
junho |
50:000$000 |
|
|
| Juros |
-$- |
|
|
| Commissão |
-$- |
|
|
|
|
50:000$000 |
|
|
|
|
|
|
|
8.043:035$055 |
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Os juros d'ella que eram de 8 a 22
1⁄2%
com toda a qualidade
de extorsão feita por uma banda negra de abutres, arvorados
em agentes do governo portuguez, achava-se concentrada hoje
em mãos de pessoas honradas e os seus encargos,
successivamente
reduzidos, desciam com a perspectiva de elevação
das receitas, e
com a esperança de que os mercados da Europa, não
seriam
innundados de novos titulos de futuros emprestimos.
Eis qual era o estado da divida fluctuante interna e externa
em 20 de maio de 1870.
No paiz